quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Alzheimer na família

Como já tem sido reforçado a doença de alzheimer é tida por alguns autores como uma doença de família. E na realidade ela é! Conforme referia Selmes logo nos primórdios das publicações portuguesas sobre esta doença, tanto os doentes como as famílias são vitimas da doença.
Tudo muda. Seria uma utopia dizer o contrário quando na verdade as coisas são inevitavelmente alteradas.
A  progressão da doença compromete a autonomia da pessoa que tem o diagnóstico, o que leva a uma subsequente dependência em relação a terceiros- cuidadores. Tendencialmente muitos cuidadores vão passando a assumir dia-a-dia o quotidiano do doente deixando para trás a sua vida, os seus sonhos, anseios (...) Aos poucos a sua vida se vá focando na prestação de cuidados.
As fronteiras estabelecidas da vida pessoal e dos cuidados que presta podem ficar ameaçadas, não há horas. É por isso importante que o cuidador principal não seja privado de praticar alguns (pelo menos alguns) dos seus hobbies, certo é que enquanto responsável terá uma maior dedicação horária que os restantes membros, mas no entanto esta continua a ser uma pessoa que deverá manter a sua vida.
Algumas horas por dia, é importante que dedique tempo para si (enquanto cuidador) ou no caso de ser familiar disponibilize-se em alguns momentos para proporcionar algum descanso a quem exerce os cuidados de forma mais continuada.
Ainda que enquanto cuidador principal, as tarefas deverão ser partilhadas de forma racional entre todos os membros, ajustando-se entre si.
Um conselho para os cuidadores e famílias:
Escolham actividades que gostem e vos façam sentir bem, as actividades ao ar livre especialmente quando o bom tempo o permita.


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