Tudo muda. Seria uma utopia dizer o contrário quando na verdade as coisas são inevitavelmente alteradas.A progressão da doença compromete a autonomia da pessoa que tem o diagnóstico, o que leva a uma subsequente dependência em relação a terceiros- cuidadores. Tendencialmente muitos cuidadores vão passando a assumir dia-a-dia o quotidiano do doente deixando para trás a sua vida, os seus sonhos, anseios (...) Aos poucos a sua vida se vá focando na prestação de cuidados.
As fronteiras estabelecidas da vida pessoal e dos cuidados que presta podem ficar ameaçadas, não há horas. É por isso importante que o cuidador principal não seja privado de praticar alguns (pelo menos alguns) dos seus hobbies, certo é que enquanto responsável terá uma maior dedicação horária que os restantes membros, mas no entanto esta continua a ser uma pessoa que deverá manter a sua vida.
Algumas horas por dia, é importante que dedique tempo para si (enquanto cuidador) ou no caso de ser familiar disponibilize-se em alguns momentos para proporcionar algum descanso a quem exerce os cuidados de forma mais continuada.
Ainda que enquanto cuidador principal, as tarefas deverão ser partilhadas de forma racional entre todos os membros, ajustando-se entre si.
Um conselho para os cuidadores e famílias:
Escolham actividades que gostem e vos façam sentir bem, as actividades ao ar livre especialmente quando o bom tempo o permita.
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