A doença e as fases

A doença
A Associação Portuguesa de familiares e doentes de alzheimer (APFDA) (1999), define demência como um conjunto de sintomas que são observáveis na maioria dos casos em pessoas portadoras de doenças cerebrais, sendo por isso o resultado dos danos dessas perdas cerebrais.
Uma das demências mais frequente na população idosa é o alzheimer. Trata-se de uma doença degenerativa que se caracteriza pela progressiva destruição das células cerebrais (APFDA, 1999). A doença tem o mesmo do seu descobridor Alois Alzheimer que em 1906 identificou as características da doença bem como os seus sintomas. Afecta por isso a memória e as funções mentais (tais como a linguagem e o pensamento), podendo ainda com a progressão da doença vir a ter repercussões como alterações de humor e desorientações espácio- temporais.

 Afecta a memória e as funções mentais (tais como a linguagem e o pensamento), podendo ainda vir a ter repercussões como alterações de humor e desorientações espácio- temporais.
A evolução
A primeira fase poderá desenvolver-se sem que se perceba, sendo por isso os primeiros lapsos de memória desculpados com o envelhecimento natural.
A evolução desses lapsos de memória agravar-se-á podendo vir a originar a uma perda da autonomia, dependendo assim de um familiar ou prestador de cuidados. 
O reconhecimento da doença pode começar aqui, deixando de ser consideradas estas perdas como naturais e decorrentes do envelhecimento. 
Começa igualmente a perder a sua orientação espacial e temporal, em que considera estar a viver em épocas passadas, passando o seu comportamento a agir de acordo com essas fases da vida, podendo desencadear por isso manifestações de agressividade.
Assim que perceba que o seu familiar é portador da doença  é importante ter em conta alguns aspectos:´

  • Faça vigilância sempre que este sair de casa, tentado acompanhá-l@ quando se verifiquem essas saídas;
  • não deixe as chaves na porta nem portas abertas;
  • não tenha quaisquer objectos cortantes ao alcance do seu familiar;
  • não tenha materiais inflamáveis ou susceptíveis de causar incêndios;
  • vigie ou impeça o acesso ao fogão e na sua ausência feche a botija de gás;
  • Auxilie-@ no procedimento de pagamentos e compras para que este não perca ou use indevidamente dinheiro.
Nesta fase a angústia vai tomando conta de nós. Não sabemos o que fazer, fazemos o que melhor sabemos mas a revolta de quem cuidamos assusta-nos e preocupa-nos de forma crescente.
Já não nos reconhece, chama-mos nomes e aquele ser que para nós nos é tanto está a sofrer e nós sofremos com ele, mas ele já não sabe o que aquilo nos magoa e ele jamais o faria no seu sentido perfeito.
Ele agora já não diz nada e quando diz são apenas esses gritos de revolta que não nos saem do pensamento.
Começa a apresentar algumas necessidades de ajuda mas teima em não reconhecer que as tem e que precisa de ajuda de outros.
Aumenta igualmente a tensão familiar, na medida em que a perda de memória do portador da doença começa a manifestar-se de forma sistemática sobre a repetição exaustiva das mesmas perguntas ou acções. Isto leva assim a que os familiares comecem a entrar em exaustão pelas tentativas falhadas de dar uma resposta adequada ao seu familiar.
Nesta fase podem ainda ocorrer episódios de lucidez que surgem intercalados com quebras de memória.

Na última fase da doença o cenário é  irreversível e é difícil acreditar que de dia para dia as coisas caminham para o final. Não existe uma forma eufemística de dizer palavras tão cruéis.
Para quem ama um ser que está imóvel, que está ali mas está tão longe dói. Dói para os que acreditam que pode melhorar e não melhora, dói para os que cuidam e sabem que de dia para dia cada vez se vai soltando partes daquele ser que lhes deu parte do ser. Dói, sorrir quando se quer chorar por não saber mais o que fazer, dói ter de guardar uma mágoa que muitas vezes se tende em guardar.
Neste caso a pessoa encontra-se totalmente dependente de terceiros, para as necessidades mais básicas. Não possui por isso qualquer grau de mobilidade. Perde a fala parcial ou totalmente, sendo que nos raros episódios em que ocorra acaba por ser imperceptível.
É natural que apresente dificuldades a engolir os alimentos, pelo que deve adoptar alimentos de menor consistência privilegiando os líquidos, cremes de legumes e frutas, purés e papas. Nalguns casos em que a diminuição das capacidades vai sendo agravada poderá optar por um copo com bica ou utilizar uma palhinha. Em ultimo dos casos, no final é natural que a administração da alimentação seja cada vez mais um desafio e leve os profissionais a recomendarem o uso de sondas.
Esta perda de autonomia que aprisiona o doente de alzheimer a uma cama, leva à sua imobilização que exige consequentemente uma maior atenção por parte dos cuidadores, para as mudanças de posição na cama que não devem exceder as 3 horas para evitar a formação de escaras. Outra das consequências que poderá surgir é a utilização de fralda que posteriormente é substituida pela algaliação uma vez que a urina favorece o aparecimento de escaras.
Para a prestação de cuidados qualquer auxilio quer da rede formal quer informal deverá ser aceite uma vez que o doente se encontra num estado de doença avançado e os seus cuidadores directos já se encontram em exaustão.

Para saber mais consulte:http://psicologado.com/neuropsicologia/alzheimer-e-as-fases-da-doenca

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