sábado, 24 de janeiro de 2015

E se amanhã for eu?

O estigma (que pretendo reduzir com tudo o que escrevo por aqui) está alicerçado no desconhecimento e mitos ligados à doença de alzheimer, e muito por culpa dele que a prestação de cuidados se centra em muitos casos unicamente no cuidador principal.
Este é talvez um dos motivos que afasta muitos membros da família que até sem terem bem a noção, contribuem para sentimentos depressivos, sobrecarga e exaustão por parte do cuidador principal. Muito já tenho referido que o cuidador continua a ter uma vida, devendo manter espaços de lazer para o corpo e para a mente. Todos falam, mas poucos ou nenhuns nos dizem para irmos, o tempo necessário e estarmos descansadas. Todos dizem que devemos retirar um tempinho para nós mas em vez de se mostrarem disponíveis perguntam retoricamente se está tudo bem e "foguem".
A hereditariedade, o stress, a depressão são factores de risco para desenvolver a doença de alzheimer e os cuidadores estão tão centrados em cuidar que não lhes resta tempo para realizar uma introspecção com essa profundidade.
Olhar para dentro de nós, enquanto cuidador leva tempo, tempo que não temos. Tempo que nos escasseia entre os dedos e que nós queremos aproveitar com a vida que tendencialmente se vai perdendo (tendo em conta os padrões actuais embora já seja possível retardar os seus efeitos, a doença ainda não tem cura e continua irreversível).
Diga bom dia, veja-se ao espelho e cuide de si, por menos tempo que tenha isto é importante!
A tarefa de cuidar desgasta os cuidadores, desenvolvendo nestes sobrecarga, exaustão e depressão que se multiplicam muitas das vezes sem dar por isso, aumentando também a probabilidade destes virem igualmente a desenvolver demência.
Na literatura são dadas diversas recomendações e estratégias para que os cuidadores e familiares contornem estes sentimentos que podem contribuir para cenários mais alarmantes. No entanto se por um lado as recomendações são dadas por outro elas nem sempre chegam a quem delas necessita. É ainda difícil pô-los em prática uma vez que estes envolvem a gestão de emoções, tempo e tarefas.
Perlmutter, com o Cérebro de Farinha apresenta num simples questionário algumas questões que tendo em conta os seus hábitos lhe apresenta a probabilidade ou não de desenvolver demência.
Os estados de ansiedade, sobrecarga ou depressão desencadeados pela prestação de
cuidados trazem consigo muitas das vezes distúrbios alimentares ou simplesmente  alteração desses hábitos, motivo pelo que talvez deva fazer estas questões (apresentadas a cima) a si mesm@.
Conforme refere o autor, para que o resultado deste teste fosse o desejado teria de responder a todas as questões como sendo falsas. Quanto mais questões tiver respondido verdadeiro, então maior será a probabilidade de desenvolver a uma doença neurológica ou perturbações associadas.

Previna-se, altere o seu modo de vida, seja saudável e mantenha-se activ@! 
Saiba mais em: www.drperlmutter.com
ou no livro Cérebro de Farinha 
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