terça-feira, 1 de abril de 2014

Pode não acertar nos botões por isso acerte na roupa certa!

O vestuário pode ser um pormenor de grande peso.
Sendo a frustração um dos principais "encargos" acarretados pelas demências, há que minimizar ao máximo todos os impactos que possam surgir do estilo de vida da pessoa.
Neste sentido a palavra de ordem é SIMPLIFICAR!
Os fechos e botões podem ser esteticamente bonitos no entanto representam dificuldades acrescidas para que a pessoa se possa vestir de forma autónoma.
O acto de vestir, tal como o da higiene é tido com algumas reservas por grande parte das pessoas que por diversos motivos se tornam dependentes de alguém. Nem que seja uma pessoa totalmente independente que devido a uma doença temporária acaba por ficar impossibilitada de se vestir (por lesões/fracturas dos membros por exemplo) e necessita da ajuda de terceiros e isso acaba por trazer mal estar para a pessoa em muitos casos.
A escolha da roupa a utilizar é por isso uma questão que merece uma maior relevância que aquela que tenho visto. Deverá adoptar peças de roupa práticas, prefira roupas largas em vez de peças mais justas, substitua sapatos com atacadores e fivelas, por sapatos de enfiar ou sapatos com fechos de velcro, evite os cintos e suspensórios e  no caso das mulheres  opte por soutiens de apertar à frente.
Tenha cuidado também no vestuário elástico devido à má circulação que pode originar.
Em alternativa para usar um vestuário mais prático pode adaptar a roupa do dia a dia.
O simples facto da pessoa manter a imagem de si mesma semelhante à que tinha no seu período de actividade terá influência na sua auto estima e estado de espírito. A pessoa, salvo alguns casos (de elevada dependência que levam a que a pessoa fique imobilizada) em que o vestuário tem de ser outro, poderá vestir o tipo de roupa que está habituada pois isso ajudará também a que esta não perca a sua identidade.
Pode em alternativa adaptar o vestuário do guarda fato substituindo os fechos e botões (
que se apresenta num quebra cabeças para doentes de parkinson) por velcros de modo a que a pessoa se sinta autónoma para vestir-se e despir-se de forma independente.

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