Ainda que na sua generalidade a predominância das pessoas portadoras de alzheimer sejam na sua maioria pessoas pertencentes à faixa etária dos idosos, isto também ocorre em idades mais precoces.
Caso isto aconteça poderá ter maior impacto que a ocorrência da doença em idades mais avançadas. Desde logo, o diagnóstico será na sua maioria mais tardio, particularmente nos casos em que as pessoas ainda se encontrem inseridas no mercado de trabalho. Desta forma, estando grande parte do tempo ausente de casa, a pessoa pode começar a apresentar alguns sinais sem que o agregado familiar se dê conta.
Uma vez que se trata de uma doença progressiva, com o passar do tempo é normal que esses efeitos se passem a sentir em todos os contextos da vida da pessoa, levando assim ao diagnóstico pela família. Nestes casos, o estado já pode ir avançado.
Com esta "nova" tipologia de doentes, é preciso ter uma abordagem mais especifica na medida em que se encontram numa fase de vida mais activa, com rotinas, cargos e funções que tinham perspectivado ter uma duração mais prolongada.
Desta forma ao contrário daquilo que seria feito com um doente mais idoso é necessária uma articulação com a própria entidade empregadora. No meu ver a saída do mercado de trabalho não se deve de dar de forma brusca mas sim progressivamente. É importante que a própria instituição tenha noção do estado da pessoa e esteja alerta para eventuais fugas, ou esquecimentos. No entanto, é natural que ao ter conhecimento da situação do empregado a entidade não se mostre disponível para continuar a assegurar o posto de trabalho do doente. Desta forma sugiro que tente encontrar estratégias com os empregadores de forma a ajustar o interesse das duas partes, possivelmente a delegação de competências de maior responsabilidade para outros, substituída progressivamente pela ocupação de funções de menor grau de complexidade. É importante que o doente não sinta que está a deixar de ter "valor".
No caso de conduzir passe também a acompanhar mais a pessoa com diagnóstico de alzheimer, e ofereça-se para guiar.
Mesmo após a saída do mercado de trabalho promova as interacções sociais da pessoa de modo a que seja estimulad@. Estes contactos com amigos e colegas beneficiará o portador de alzheimer uma vez que estes têm tendência a adoptar estados mais depressivos e sedentários.
E não se esqueça, continue a respeitá-la tal como antes.
Um espaço que nasceu do amor, da troca de sentimentos e dos cuidados de uma neta (eu) ao meu avô. A prova que o amor não tem de morrer com ninguém e quando amamos alguém amamos além da morte. Temos desafios, batalhas e outras coisas na vida que nos fazem lutar, que nos magoam e ainda assim nos fazem crescer porque aprendemos com elas. Foi a minha experiência com alguém que eu amava e amo muito, que me foi deixando de reconhecer.
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